Segunda parte da entrevista concendida pelo Pr. Abe Huber.

AMC:Pastor, o que de fato faz com que uma célula cresça e multiplique de forma saudável?

Abe Huber: A célula é reflexo do líder, então para o líder ser saudável, além de muita intimidade com Deus e também um discipulado profundo que realmente funcione e como discípulo é importante que esse líder tire muito tempo na presença de Deus. Foi realizada uma pesquisa muito séria sobre o que fazia as células crescerem e multiplicarem e nessa pesquisa descobriram que os dons e os talentos do líder não fazem diferença. Existem  líderes com muitos dons diferentes ou mesmo sem dons aparentes, e mesmo assim isso não fazia diferença no que diz respeito a uma célula crescer ou deixar de crescer e multiplicar. Também não fazia diferença o grau de escolaridade do líder também não tinha diferença o carisma pessoal que o líder tinha ou deixava de ter, mas o que fazia muita diferença era a vida com Deus, se o líder tinha um tempo regular de devocional diário, também fazia muita diferença se ele orasse pelos membros da célula diariamente e fizesse visitas para os membros da célula. Então eu acrescento a importância daquele líder garantir que cada membro está sendo bem discipulado. Eu sempre digo que a primeira responsabilidade do líder de célula é orar pelas ovelhas dele e a segunda é de garantir que cada membro tenha um discipulador e um discipulado que esteja funcionando, o líder de célula não tem que ser necessariamente esse discipulador, mas ele precisa garantir que cada membro tenha um discipulador e que esse discipulado esteja funcionando.

AMC: Como surgiu a visão do MDA?

Abe Huber: Na realidade na minha angústia de querer cuidar bem das ovelhas do Senhor, eu comecei a visitar muitas igrejas grandes ao redor do mundo, igrejas em célula e igrejas que não tinham células, mas que eram grandes e eu cheguei à conclusão que o modelo bíblico é a igreja em células aí começamos a colocar em prática e aprender com muitos modelos, fizemos uma preciosa salada e o Espírito Santo fez com que surgissem muitas ideias e Ele mesmo foi criando, “dando” muitas coisas lá em Santarém, mas aprendemos também com muitos homens de Deus como o Carl Horton e outros acerca do discipulado um a um, mas eu nunca vou esquecer o dia, foi em 29 de maio de 1999 quando naquela noite parecia que os céus se abriram e de repente eu entendi o modelo que Deus queria praticar e tudo veio muito forte e muito rápido, em questão de 1 hora e meia ou até menos estava tudo queimando tão forte no meu coração que eu nem tinha que escrever porque eu sabia que não esqueceria nunca mais. Começamos a trabalhar com a liderança e eu comecei a deixar aquilo crescer dentro de mim, e  aos poucos comecei a passar para os meus co-líderes, meus liderados. Em outubro de 1999 eu passei para a igreja toda e em outubro do ano 2000 começamos a abrir para outras igrejas e promover a conferência nacional da visão do MDA. Naquele um ano a coisa tinha explodido tanto que nós sabíamos que seríamos muito egoístas em não compartilhar isso com quem quisesse aprender. Então do ano 2000 para cá temos compartilhado isso na conferência  nacional e temos procurado servir o corpo de Cristo. Eu nunca senti que meu chamado principal era viajar por aí passando a visão, mas nosso chamado principal é, entre outras coisas, servir o corpo de Cristo, é lavar os pés dos santos. Então nós temos visto isso acontecer na visão do MDA, mas isso realmente começou há muitos anos com todos os nossos sofrimentos e aprendendo com tantos outros, mas o Espírito Santo trouxe isso tudo de forma suscinta e rápida nessa data de 29 de maio de 1999.

AMC: Pastor, essa é a segunda vez que o senhor está em Palmas. Qual é a perspectiva e as convicções que tem em relação à cidade e à Igreja da Paz aqui?

Abe Huber: Nós sabemos que a cidade de Palmas é uma cidade muito estratégica não só pelo posicionamento, no centro geodésico do Brasil, mas também pelo fato de que esta localização central vai dar acesso para que o núcleo central se espalhe e influenciar o Brasil. Eu creio que Deus me diz que Palmas será uma capital muito influente para espalhar a visão para o norte, para o sul, para o leste e para o oeste de todo o Brasil. A gente fica muito emocionado com o nível dos líderes que vemos aqui a equipe pastoral, os membros de altíssima qualidade, a gente sabe quando o prédio vai ser muito grande através do alicerce e eu vejo um alicerce aqui fenomenal.

[Primeira Parte]

Agradecemos à Jullyana Pimenta por sua fundamental colaboração, sem a qual não seria possível essa entrevista ser postada.