Gostaria de compartilhar neste post algumas dicas que são frutos de leituras e orientações que recebi do Espírito de Deus diante de problemas que encontrei não apenas na minha célula, mas também em outros grupos, tendo em vista que eu acompanho todos os líderes de célula da minha igreja.

Sempre sou procurada por líderes que apresentam dificuldades e assim sugiro algumas possibilidades simples mas que, por serem baseados na palavra de Deus, estão produzindo resultados muito proveitosos.

Vamos listar algumas situações através de frases:

1. “Não sei como começar.”

Sempre quando estou treinando novos líderes, ouço essa retórica. A primeira coisa que falo é que esse pensamento não deve ser alimentado porque ele revela uma certa insegurança. Todos nós sabemos como começar, pois, se você está sendo convocado para liderar, você já foi liderado e, certamente, há em você marcas de ensino e de influencias do seu líder que estarão sendo revelados somente na prática.

Nenhum de nós está 100% pronto, por isso não devemos esperar total segurança para iniciar. Deus sabe o quanto podemos dar para que o Seu Reino avance, se formos fiéis nisso, ele mesmo se encarregará de multiplicar os nossos dons e de nos capacitar seja qual for a tarefa.

Você precisa também sentar com o seu líder e perguntar qual é a expectativa dele para você e estabelecer um “passo a passo” para que você chegue nesse objetivo. Muitas pessoas não sabem por onde começar porque não sabem para onde estão indo. E, nesse caso, direção é mais importante do que velocidade.

2. “Estou desmotivado a respeito das reuniões da minha célula”

Costumo dizer que Auto-motivação é como um banho. Todos os dias nós temos que tomar. Não adianta ficar esperando um elogio, “um tapinha nas costas” ou uma palavra vinda dos céus para continuar. Você já está em um novo estágio! Líderes são auto-motivadores. Você precisa se olhar no espelho e começar a declarar o que a palavra diz ao seu respeito.

Teste louvar por cinco minutos quando um pensamento de derrota lhe sobrevém. Você perceberá que não haverá espaço para ele e o louvor juntos e, certamente, o louvor banirá tais coisas. Sendo assim, em dias de célula, por mais difícil que seja o nosso dia, não podemos permitir que isso nos desmotive, mesmo que tenhamos pessoas difíceis em nosso grupo. É a nossa motivação correta que deve contagia-las e não o contrário.

3. “Meu discípulo se desviou, não atende minhas ligações, está me dando problemas e envergonhando o evangelho.”

Quando chega nesse estágio, não há mais nada que possa ser feito além da oração, pois o discípulo levantou uma barreira de resitencia que não sera quebrada por outra coisa, senão, a oração de intercessão. Nunca devemos largar um discípulo por tais atitudes. Já passei por situações onde fui perseguida por uma discípula. Além de se afastar, ela se voltou contra mim.

Foi uma fase difícil para minha alma, meus sentimentos. Liberei perdão e continuei guardando aquela vida em oração porque ela não fazia ideia das consequências que isso traria para ela. Fui movida em compaixão a ajuda-la dessa forma e, um dia, ela mesma me procurou para um conversa e ali alinhamos os fatos de acordo com a palavra e ela se voltou para cumprir a vontade do Senhor.

Oração é a nossa arma mais potente e poderosa. Não desista disso!

4. “Meu anfitrião está tomando a frente do encontro celular.”

Não deve existir governo paralelo em uma célula, pois o corpo que tem 2 cabeças é um mostro, uma aberração. Se está havendo esse desconforto em sua célula, é importante que você converse com o anfitrião a sós e afirme que ele tem sido uma peça fundamental no grupo e que todas as colocações feitas por ele são muito bem vindas, mas, é necessário que ele partilhe com o líder antes e de forma secreta para que o líder decida o que fazer e não ele tome a frente.

Outra sugestão é você dar uma função limitada a ele, por exemplo: o anfitrião será responsável pela dinâmica e só por isso. De maneira que ele ficará focado nisso e não irá se interpolar em outras questões. Se ainda assim continuar, sugiro que se faça um rodízio dos encontros nas casas dos participantes, de forma temporária, porque assim ele irá se “desacostumar” em ditar as regras, pois, muitas vezes o anfitrião toma a frente por está em seu território, na sua casa.

5. “As pessoas se convertem mas não querem congregar.”

Sabemos que existem pessoas que são resistentes à Igreja por diversos motivos. Acredito que o “congregar” não deve ser algo forçado, mas estimulado. Eu enfretei essa situação com 4 das minhas discípulas.

O que me ajudou foi agendar programações extras antes ou depois do culto com toda a célula, por exemplo: “ Sábado teremos um culto especial dos jovens e pensei em sairmos para comer algo juntas após o culto!” Assim elas participavam do culto tendo em mente que atenderam ao convite para sair e não para estar na igreja.

Se comprometer de pegar os discípulos em casa também ajuda bastante para que eles não desanimem por qualquer coisa no início. Outra dica legal é sempre falar como foram os cultos do final de semana na reunião, isso desperta a curiosidade.

Cada uma dessas situações foi vivenciada por mim e pude sair delas através dessas direções. Você pode ter outras ideias e sugestões para cada tópico desse, fique livre para aborda-lo aqui nos comentários. Somos um corpo e sua sugestão é importante e pode ser A RESPOSTA chave para essas situações.

Se você está passando por outras situações que não foram listadas aqui e deseja compartilhar conosco, comente abaixo que seguiremos a direção de preparar um post que possa ajuda-lo!

Deus abençoe vocês!