Sou coordenadora geral da Estratégia Celular em minha igreja e, desde o momento em que tomei conhecimento dessa ferramenta como atrativo para trazer pessoas a Cristo, me tornei uma colaboradora ativa no ganhar, edifica(consolidar), treinar e enviar. Assim como citou o Ap. Paulo em 1Co.9:23(versão Viva):

Faço isso para levar o Evangelho a eles e também pela bênção que eu próprio recebo, quando os vejo ir a Cristo.

Faço isso porque sou a primeira a ser beneficiada. Minha célula foi a primeira a ser estabelecida em minha igreja, por isso, o nome dela é Prime. Hoje, depois de 4 anos funcionando muito bem com 70% de multiplicação, num grupo com 11 garotas jovens onde todas são convertidas, batizadas no Espírito Santo e sedentas pelo propósito de Deus para suas vidas, muitas pessoas me perguntam qual a chave do sucesso para que eu tenha um grupo tão coeso e fervoroso.

Meditando sobre isso, atribui tais méritos a duas palavras que considero ser as chaves para o crescimento e a multiplicação em um pequeno grupo: Oração e Relacionamento.

Lidar com pessoas não é tarefa das mais simples, ainda mais quando como líderes nos propomos a alcança-las nas 3 dimensões (espírito, alma e corpo), afinal, como pais espirituais precisamos ser inteiros no cuidado com aqueles que estão debaixo de nossa liderança. Confesso ser desafiador, sobretudo quando se tem um grupo desnivelado no contexto social e cultural, onde todos desejam Jesus embora carreguem cargas do mundo e muitas vezes com marcas de uma criação completamente fora da palavra.

Comecei a observar a vida de Jesus que andou com os seus 12 e a de Paulo que caminhou com tantos outros, a exemplo de Timóteo, Silas, Marcos e etc. Observei também no velho testamento algumas pessoas na figura de Moisés que treinou Josué, Elias que cuidou de Eliseu e assim por diante.

O que todos esses tinham em comum para terem sucesso no preparo de sucessores? Eles era homens que tinham comunhão ativa com Deus. Que estavam sempre conectados com o Pai e ao invés de apenas falar com os homens a respeito de Deus, eles falavam com Deus a respeito dos homens.

Uma confissão que sempre tenho feito é: Senhor, me dá o coração dos meus discípulos para que eu não seja enganada em nada a respeito dessas associações. Essa experiência tem sido incrível porque muitas das coisas que eu não consigo tratar com elas diretamente, o próprio Deus se responsabiliza de fazer isso quando levo cada caso para Ele em oração.

Já cai no erro de desejar trabalhar com pessoas prontas. Foi aí que o Espírito Santo me levou a Gl. 4:19:

meus filhos, por quem de novo, sofro dores de parto, até Cristo ser formado em vós.

Nessa passagem, Paulo estava perplexo porque os Gálatas estavam se confundindo com algumas inverdades e ao ver de Paulo como líder, aquelas pessoas não deveriam estar sendo levadas por ventos de outras doutrinas. Paulo não estava próximo fisicamente, mas alertou os irmãos por meio da carta.

Porém, antes de qualquer coisa, “De novo!, De novo!, De novo!”, Paulo estava orando por eles. Pessoas precisam ser geradas para entrarem no Reino de Deus mas também precisam ser geradas para o amadurecimento. Até quando devemos orar por nossos discípulos? Até vermos Cristo ser formado em cada um deles.

É uma constante, não podemos desvalorizar a oração ou colocar esse princípio em segundo plano. É por meio da oração que Deus vai nos mostrar o coração daqueles que estão sob nós, é por meio da oração que nós conseguiremos toca-los e prepara-los para um novo caminhar. É através da oração de intercessão que  daremos luz ao amadurecimento de todos aqueles que ainda estão indoutos na fé!

A segunda chave é o Relacionamento. Não espere que sua célula cresça e se multiplique se você tem encontro marcado apenas uma vez na semana. Pessoas se identificam com pessoas. E é necessário que a iniciativa de estar junto parta do líder. Precisamos pensar menos em informação e mais em influência.

Não basta dizer o que é certo e o que é errado. É preciso trazer pra junto, caminhar quantas milhas forem necessárias para que a os integrantes da célula aprendam na prática com a vida do líder e não apenas com a mensagem declarada. Isso irá fortalece-los para tomar a decisão mais sábia quando o dia mau ou as tentações chegarem.

Quando ganhei minhas amigas pra Jesus, eu nunca precisei dizer para elas que seus relacionamentos com pessoas do mundo desagradavam a Deus, mas, observando a minha vida, uma delas afirmou: “andando com você eu vejo que é possível, ser jovem, solteira, feliz e assim agradar a Deus sem precisar se sujar com as coisas deste mundo.”

E esse testemunho de vida se transformou em força quando ela percebeu que o seu namorado não queria nada com Deus e assim ela pôde tomar uma decisão que glorificou o Pai. Portanto, sugiro que você aplique esses dois princípios com dedicação máxima para que haja um crescimento e multiplicação extraordinária em seu grupo.