Definitivamente lidar com pessoas não é uma tarefa fácil. Pelo contrário, é um trabalho bem árduo. Até porque as pessoas têm vontades opostas, costumes e culturas diferentes, pensamentos divergentes e, ainda, imperfeições. Mas mesmo assim, o ser humano ainda é o bem mais importante da terra. Porém, muitas vezes não é o que parece.

A grande realidade é que estamos sempre prontos a julgar e tardios a amar. E isso acontece dentro de nossas igrejas, células e grupo de discipulado.

Antes que termine este artigo quero deixar bem claro que não sou expert em “amar” ou no “amor”, mas estou sendo aperfeiçoada nEle. E, digo que, como líderes em uma geração que falta amor, precisaremos dessa marca para liderar.

Paulo escrevera aos corintos, há tantos anos atrás – contudo tão atual -, que “se eu der tudo que tenho aos pobres e ainda for a fogueira como mártir mas não tiver amor, não cheguei a lugar algum. Assim, não importa o que eu digo, no que eu creio ou no que eu faça: sem amor, estou falido”. E é exatamente assim que estará a nossa liderança sem amor: falida!

Lembro-me que comecei a liderar muito nova, aos 15 anos; confesso que quando abri minha primeira célula era por cumprir uma “certa regra” e porque fazia parte da minha “caminhada cristã”. Não sabia direito. Não acho que foi uma experiência ruim, até  foi por obediência e também por ter um coração disposto a servir o Reino, porém, por outro lado, tive uma experiência de uma liderança frustrada.

Com tudo isso percebi que sem amor ficamos intolerantes, enxergamos apenas o que o discípulo fez de errado, acusamos, nos sentimos injustiçados quando o liderado escolhe outro líder, falamos mal, não perdoamos, não vamos atrás do discípulo quando ele decide voltar aos velhos hábitos e por aí vai.

Imagine, então, se estivéssemos no lugar de Jesus que foi à cruz por uma humanidade que iria traí-LO, que iria abandoná-LO, que não O ouviria… mas Ele foi até o fim! “Está consumado!!!”.

Hoje a pergunta que vem é: será que conseguiremos amar uma pessoa, por exemplo, que diz que que ir à célula, mas não quer compromisso nenhum? Ou, será que continuaremos a amar aquele discípulo – que era “tão perfeito” – e que confessa um pecado como “sou homossexual”, “adulterei” e/ou outros “bombásticos”?

Eu sei que não chegaremos ao ápice deste amor, mas Ele habita em nós e essa é a nossa marca: amar apesar das circunstâncias e das atitudes de terceiros. Precisamos carregar essa marca por onde for, por onde passar e nos corações das pessoas que Deus colocar em nossas vidas para cuidar.

Porque, o “o amor nunca desiste, o amor se preocupa mais com os outros do que consigo mesmo. O amor não quer o que não tem. O amor não é esnobe. Não tem a mente soberba. Não se impõe sobre os outros. Não age na base do ‘eu primeiro’. Não perde as estribeiras. Não contabiliza os pecados dos outros. Não festeja quando os outros rastejam. Tem prazer no desabrochar da verdade. Tolera qualquer coisa. Confia sempre em Deus. Sempre procura o melhor. Nunca olha para trás. Mas, prossegue até o fim”.

Que coisa linda!!! Que o segundo maior mandamento “amar como a ti mesmo” saia de nossas pregações, sermões, ensinamentos, discursos e se materialize em nossas ações cotidianas.

O amor deve ser perseguido durante toda nossa existência. Somos seres inacabados. Sempre teremos muito a aprender nessa jornada que nos faz melhores. Que não cansemos dela.

Mas, por enquanto, até chegar à perfeição, temos três coisas que nos guiam até a consumação de tudo: confiança firme em Deus, esperança inabalável e amor extravagante. E o melhor desses três é o amor. (1 Cor 13, Msg).